A Bíblia explicada

Tudo o que se narra na Bíblia é necessariamente verdadeiro, porque é palavra de Deus; mas nem tudo contém a mesma verdade. Deus pode inspirar o hagiógrafo a escrever tanto uma história propriamente dita como uma poesia, uma parábola ou uma fábula.


Por Padre Matos Soares

Prólogo

Há muito tempo que os protestantes acusam a Igreja Católica de proibir aos fiéis a leitura da Bíblia em língua vulgar. É fácil, porém, reconhecer a falsidade desta acusação. São inúmeras as versões da Bíblia, que têm sido feitas em todos os séculos, e em todos os países e línguas da terra com aprovação e aplauso da Igreja Católica, a qual não se cansa de recomendar a leitura e a meditação desse livro admirável, “todo escrito para nosso ensino”, como diz São Paulo (Rom. XV, 4). Proíbe, sim, a Santa Igreja a leitura de algumas versões da Bíblia, em que é mutilada a Palavra de Deus e falseado o seu verdadeiro sentido. Estão neste número as que são profusamente distribuídas pelas sociedades bíblicas protestantes, acompanhadas muitas vezes de panfletos em que se dá ao texto sagrado interpretações falsas, que muito mal fazem às almas.

Santo Agostinho diz que é uma espécie de impiedade não ler aquilo que por nós e para nós escreveu a mão do próprio Deus. Que ninguém incorra nesta falta, tendo tanto ao seu alcance a leitura da Santa Bíblia.

Atendamos às seguintes palavras com que o Senhor nos recomendou a leitura dos livros santos: “Não se aparte da tua boca o livro desta lei, mas meditarás nele dia e noite, para observar e cumprir tudo o que nele está escrito; então levará o teu caminho direito, e o compreenderá. Eis que eu te mando” (Josué I, 8-9). “Toda a Escritura divinamente inspirada é útil para ensinar, para repreender, para corrigir, para formar na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito, apto para toda a obra boa” (II Tim., III, 16-17).

Introdução

A palavra Bíblia é de origem grega e significa Livro, ou melhor, Livros. Desde os primeiros tempos do cristianismo, este vocábulo, junto com os outros dois – Escritura e Escrituras Sagradas –, era usado para designar o conjunto dos livros que contêm a revelação divina. Aplica-se, pois, o nome de Bíblia ao volume que reúne a coleção desses livros e que representa o livro divino por excelência. Embora trate de diferentes argumentos e seja escrita por diversos autores, em língua e estilos diferentes, a Bíblia tem, por força da inspiração divina, Deus como seu único autor, e goza do princípio ao fim de uma mesma inconcussa autoridade divina.

Antigo e Novo Testamento

A Bíblia, considerada como um único livro, divide-se – depois de Tertuliano – em duas grandes partes, chamadas Antigo e Novo Testamento. À primeira seção pertencem os livros escritos antes de Cristo; à segunda, os escritos depois.

O Antigo Testamento é a coleção dos livros sagrados que contêm a história da aliança contraída por Deus com Abraão e o seu povo, além das condições e das leis desta aliança. Anuncia e prepara o advento do Redentor.

O Novo Testamento expõe a história da nova aliança contraída por Jesus Cristo com os homens e sancionada com o seu Sangue, como também as principais condições e leis desta aliança.

Jesus Cristo, centro e objeto de toda a Bíblia, está entre os dois Testamentos.

Livros da Bíblia

Segundo o Concílio de Trento, os livros da Bíblia são setenta e três: 46 no Antigo Testamento e 27 no Novo. Atendendo ao assunto e à forma, podem ser divididos em três classes: livros históricos, didáticos (isto é, doutrinais e morais) e proféticos. O elenco dos 73 livros sagrados é o seguinte:

I – Antigo Testamento

Livros históricos: Gênesis; Êxodo; Levítico; Números; Deuteronômio; Josué; Juízes; Rute; Primeiro livro dos Reis; Segundo livro dos Reis; Terceiro livro dos Reis; Quarto livro dos Reis; Primeiro livro dos Paralipômenos; Segundo livro dos Paralipômenos; Esdras; Neemias; Tobias; Judite; Ester; Primeiro livro dos Macabeus; Segundo livro dos Macabeus.

Livros didáticos: Jó; Salmos; Provérbios; Eclesiastes; Cântico dos Cânticos; Sabedoria; Eclesiástico.

Livros proféticos:

Profetas Maiores: Isaías; Jeremias; Lamentações de Jeremias; Baruc; Ezequiel; Daniel.

Profetas Menores: Oséias; Joel; Amós; Abdias; Jonas; Miquéias; Naum; Habacuc; Sofonias; Ageu; Zacarias; Malaquias.

II – Novo Testamento

Livros históricos: Evangelho de S. Mateus; Evangelho de S. Marcos; Evangelho de S. Lucas; Evangelho de S. João; Atos dos Apóstolos.

Livros didáticos:

Epístolas de S. Paulo: Aos Romanos; Primeira aos Coríntios; Segunda aos Coríntios; Aos Gálatas; Aos Efésios; Aos Filipenses; Aos Colossenses; Primeira aos Tessalonicenses; Segunda aos Tessalonicenses; Primeira a Timóteo; Segunda a Timóteo; A Tito; A Filémon; Aos Hebreus.

Epístola de S. Tiago; Primeira Epístola de S. Pedro; Segunda Epístola de S. Pedro; Primeira Epístola de S. João; Segunda Epístola de S. João; Terceira Epístola de S. João; Epístola de S. Judas.

Livro profético: Apocalipse.

O Cânon

A palavra Cânon ou regra, na Sagrada Escritura, designa a coleção ou lista dos livros inspirados por Deus, reconhecida pela tradição e pela autoridade infalível da Igreja e proposta como regra de fé. Os livros que pertencem ao cânon são chamados canônicos.

Todos os livros do Velho e do Novo Testamento são inspirados; todavia, nos primeiros séculos do cristianismo, numa ou noutra Igreja surgiram algumas dúvidas acerca da inspiração de alguns livros da Bíblia. As controvérsias, porém, não duraram muito, porquanto logo todas as Igrejas concordaram em admitir a inspiração divina para aqueles livros. A partir do século XVI, chamaram-se deuterocanônicos os livros cuja inspiração fora temporariamente impugnada pela Igreja; os outros, em vez, foram dominados protocanônicos.

São considerados livros deuterocanônicos:

No Velho Testamento: Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, Baruc, Epístola de Jeremias, os dois livros dos Macabeus e alguns fragmentos do livro de Ester (X, 4 – XVI, 24) e do livro de Daniel (III, 24-90 – XIII, 1 – XIV, 42).

No Novo Testamento: a Epístola aos Hebreus, a Epístola de S. Tiago, a Segunda Epístola de S. Pedro, a Epístola de S. Judas, a Segunda e Terceira Epístola de S. João, o Apocalipse e os fragmentos dos Evangelhos de S. Marcos (XVI, 9-20), de S. Lucas (XXII, 43-44) e de S. João (VII, 53 – VIII, 11).

Para nós católicos, gozam da mesma autoridade tanto os livros protocanônicos quanto os deuterocanônicos, porque são todos igualmente inspirados; ao passo que os protestantes não dão nenhuma autoridade aos livros deuterocanônicos, porque os consideram não inspirados, e, portanto, apócrifos. Os católicos consideram apócrifos certos livros antigos, os quais, embora considerados como inspirados por algumas Igrejas particulares ou pelos hereges, não o foram tais pela autoridade infalível da Igreja Universal [Católica], e foram rejeitados como livros errôneos, pueris ou perigosos, ou então considerados não canônicos, sem autoridade alguma ou de alguma autoridade meramente humana, ou apenas eclesiástica.

Inspiração

Depois de haver declarado, no Concílio Vaticano [Primeiro], que os livros do Antigo e do Novo Testamento, inteiro e com todas as suas partes, conforme estão elencados no Concílio de Trento e se acham publicados na velha vulgata latina, devem ser considerados como sagrados, canônicos e divinamente inspirados, a Igreja explica o que significa inspirado. Ela reputa tais livros sagrados e canônicos “não apenas porque, escritos pela aptidão da mente humana, tenham sido depois aprovados pela sua autoridade, e nem apenas porque contenham a revelação sem nenhum erro, mas porque, tendo sido escritos sob a inspiração do Espírito, têm Deus por autor e como tais foram confiados à Igreja”.

Leão XIII, na encíclica Providentissimus Deus, falando sobre a inspiração, diz: “Foi Deus quem, por sua virtude, excitou os escritores sagrados a escrever. Ele mesmo lhes assistia enquanto escreviam, de modo que concebiam exatamente, queriam relatar fielmente, e exprimiam com admirável fidelidade tudo o que Ele lhes ordenava e somente aquilo que lhes ordenava que escrevessem. Do contrário, Ele não mais seria o autor de toda a Sagrada Escritura”. Nestas palavras do grande Pontífice, podemos constatar a admirável ação de Deus sobre o hagiógrafo – ação que requer três coisas: 1) ilustração ou iluminação da mente, isto é, um influxo sobre o intelecto para que o escritor sagrado forme um conceito exato da verdade. Em suma, conheça a verdade sem erro (com a revelação, quando se trata de verdades desconhecidas, ou com os meios humanos, quando se trata de verdades conhecidas); 2) impulso da vontade, isto é, um influxo sobre a vontade para que o hagiógrafo se proponha a escrever fielmente aquilo que o Senhor deseja; 3) assistência na escritura, isto é, Deus deve assistir o hagiógrafo enquanto escreve para que dê, com infalível veracidade, a expressão adequada a todas as verdades, e somente àquelas desejadas por Deus.

De tal modo, o autor principal da Sagrada Escritura é Deus, o qual se serve do hagiógrafo como de um verdadeiro e próprio instrumento, embora livre e inteligente, e cujas faculdades foram elevadas sobrenaturalmente. Por isso pertencem a Deus os argumentos, as coisas e as ideias, enquanto pertencem ao homem a ordem das ideias, o gênero literário, o estilo e a língua.

Inerrância

Consequência natural da inspiração da Bíblia é a sua inerrância. Com a inspiração, Deus torna-se garantia de tudo aquilo que o escritor inspirado escreve e, considerando-se que Ele não pode enganar-se nem enganar, o livro inspirado é imune de qualquer erro. A inspiração – como bem afirmou Leão XIII – não somente exclui qualquer erro, mas o exclui e o repele tanto necessariamente quanto é necessário que Deus, Suma Verdade, não ensine aquilo que é falso. Portanto, quando encontramos um trecho da Bíblia que nos parece contrário a uma verdade incontestável, não pensemos logo que possa ali haver erro, mas saibamos refletir com Santo Agostinho: “Neste ponto deve haver erro do copista, ou uma tradução mal feita do original, ou então sou eu mesmo que não consigo compreender...”. O erro, se verdadeiramente existe, não se pode atribuir ao hagiógrafo, mas àquele que não transmitiu fielmente as suas palavras ou a quem não compreendeu exatamente o seu pensamento.

Tudo o que se narra na Bíblia é necessariamente verdadeiro, porque é palavra de Deus; mas nem tudo contém a mesma verdade. Deus pode inspirar o hagiógrafo a escrever tanto uma história propriamente dita como uma poesia, uma parábola ou uma fábula. Ora, cada gênero literário tem a sua verdade; é necessário, pois, determinar o gênero literário de cada livro da Sagrada Escritura, considerando a índole do livro e, sobretudo, a interpretação e o senso da Igreja.

A Bíblia, além da verdade relativa ao gênero literário, contém verdades relativas ao modo comum de falar, à linguagem popular, às ideias dos países e dos tempos, que cientificamente podem ser falsos. Com efeito, não sendo a Bíblia um tratado de ciência, não se encontra nela a linguagem técnica ou científica, mas aquela comum, regular dos tempos.

A Língua

Quase todos os livros do Velho Testamento foram escritos em hebraico (exceto os livros da Sabedoria e o Segundo livro dos Macabeus, escritos em grego). O Novo Testamento, ao contrário, foi escrito em grego, com exceção talvez do Evangelho de S. Mateus, que alguns sustentam tenha sido escrito em língua siro-caldaica e traduzido para o grego, possivelmente pelo próprio autor.

A literatura sagrada hebraica abrange um período de quase 1500 anos, e isso explica as numerosas transformações que ela apresenta. Podem-se distinguir três épocas da língua hebraica: primeiro período, desde Moisés até o reinado de Saul (1500-100 a.C.); segundo período, da fundação do reino até ao exílio de Babilônia (1000-586 a.C.); terceiro período, do exílio até a era cristã (586 a.C. até o primeiro século). O segundo período é considerado o da língua clássica, ao passo que no primeiro assinalam-se numerosos arcaísmos e, no último – época em que o hebraico torna-se uma língua morta e é usado somente nas escolas e na liturgia –, encontram-se acentuadas infiltrações dialetais aramaicas. A pronúncia tradicional do hebraico é conservada pelos Massoretas, os quais acrescentam os sinais vocálicos às consoantes.

O grego do Novo Testamento não é clássico, mas é a língua popular espalhada por quase todo o mundo, a língua comum, a koinè diálektos, que foi formada após a conquista de Alexandre Magno até a fundação, por obra de seus sucessores, dos reinos helenizantes nos países situados na bacia do Mediterrâneo. A língua dos escritores neotestamentários contém numerosos aramaísmos.

Dentre as inúmeras versões que a Sagrada Escritura teve nos séculos, destacam-se – pela sua antiguidade e autoridade – a tradução grega do Velho Testamento, cognominada Alexandrina devido à localidade na qual se acredita tenha tido origem, e a dos Setenta pelo suposto número de tradutores. Esta última versão – feita entre os anos de 250-150 a.C. – gozou desde o princípio de grande autoridade: foi usada pelos escritores do Novo Testamento, adotada pela Igreja primitiva, e diversos Santos Padres dos primeiros séculos consideraram-na inspirada.

Mas o primeiro lugar dentre todas as versões da Bíblia cabe sem reserva àquela latina, conhecidíssima sob o nome de Vulgata, feita na sua quase totalidade por S. Jerônimo. Pelo Concílio de Trento foi declarada autêntica “no sentido que ela deve ser chamada uma verdadeira fonte de revelação, em modo que não somente seja impossível dela derivar alguma doutrina falsa da fé ou alguma regra errônea de moral, mas também que positivamente ela exprime com fidelidade tudo aquilo que pertence à substância da palavra de Deus escrita”. A Vulgata, pois, é usada como texto ordinário no ensino público e na pregação, e ninguém pode impugnar ou recusar o seu valor.

Os sentidos

Por sentido da Sagrada Escritura entende-se tudo aquilo que o Espírito Santo quis fazer conhecer aos homens mediante os escritos dos hagiógrafos. Mas enquanto o homem não pode exprimir as coisas senão com palavras e sinais equivalentes, Deus pode dispor as coisas, os próprios acontecimentos e as próprias pessoas para exprimir uma determinada verdade. Resulta, pois, um dúplice sentido que é preciso ser considerado na Sagrada Escritura: o sentido literal ou histórico – que pode ser próprio ou metafórico – dado pelas palavras usadas no seu imediato significado, e o sentido típico ou espiritual, que é próprio de algumas pessoas, de algumas instituições, de alguns acontecimentos de que se trata na Bíblia, onde as pessoas, os fatos e as instituições são usados para exprimir pessoas, fatos e instituições de uma ordem mais elevada, ou seja, a pessoa de Cristo e tudo aquilo que se refere à sua obra de Redenção. O sentido típico, que se deve admitir somente quando é afirmado pelo próprio Deus através dos hagiógrafos ou pela unânime tradição eclesiástica chegada até nós sob forma de ensino dogmático ou sob forma de manifestação litúrgica, é sentido entendido por Deus e, como o literal, é palavra de Deus.

O sentido típico se divide em: dogmático (impropriamente dito alegórico), quando aponta verdades para crer; moral ou tropológico, quando indica a prática a ser seguida; anagógico, quando registra os bens eternos que devemos alcançar.

A esses dois sentidos (literal e típico), que são verdadeiros e próprios sentidos da Sagrada Escritura, os teólogos costumam acrescentar mais um: o sentido consequente, deduzido mediante simples raciocínios sobre as palavras da Sagrada Escritura, e a ele frequentemente se recorre no doutrinamento dogmático. Há também o sentido acomodatício, quando se aplicam as palavras da Sagrada Escritura a coisas diferentes daquelas entendidas pelo hagiógrafo. Seguindo o exemplo da Igreja, que usa muito o sentido acomodatício na sua liturgia, pode-se usá-lo com as devidas cautelas, e dentre estas a de se conservar às palavras o seu genuíno sentido.

Interpretação

Nos livros sagrados é preciso considerar um dúplice elemento: o divino e o humano. Por elemento humano são considerados a língua e o gênio da língua usada pelo autor, o estilo e o gênero literário empregado, as leis do pensamento, que, em qualquer passo, determinam mormente o sentido do autor, e as circunstâncias históricas em que o livro foi escrito. Considerando-se, ao invés, o elemento divino (isto é, que os livros sagrados foram escritos sob a inspiração de Deus e que foram confiados à Igreja Católica Romana a fim de que fossem por Ela conservados e, quando necessário, autenticamente explicados), é preciso interpretar a Sagrada Escritura conforme o sentido dado pela Igreja. Nas questões que se referem à fé e à moral, jamais devemos tomar uma atitude que esteja em contradição com o sentimento verdadeiro e rigorosamente unânime dos Santos Padres da Igreja. Devemos nos conformar à analogia da fé, jamais nos esquecendo que devemos repudiar qualquer interpretação contrária à lei divina, ou capaz de nos fazer crer que o autor inspirado tenha ensinado algum erro, contradito a si mesmo ou algum outro autor inspirado. Praticamente, tenhamos presente que jamais é possível haver contradição entre a Sagrada Escritura retamente interpretada e a verdadeira ciência.

Leitura frutuosa

É recomendável aos leigos que sigam algumas determinadas regras para a leitura frutuosa da Sagrada Escritura. São elas:

1. Antes de começar a leitura, dirija-se a Deus por meio duma curta e fervorosa oração.

2. Esteja penetrado de grande respeito para com o texto sagrado, considerando as verdades eternas que contém como palavras do próprio Deus que fala.

3. Não leia de corrida, mas meditando o que se lê, e pedindo algumas vezes explicações a uma pessoa piedosa e instruída.

4. Leia com grande humildade e inteira submissão à Igreja, à qual Jesus Cristo confiou este sagrado depósito, a qual é a única que pode dar-nos a sua verdadeira interpretação, dum modo infalível, como ensina o Concílio de Trento, seguindo a tradição.

5. Jesus Cristo é o grande objeto que sempre devemos ter presente ao ler a Sagrada Escritura.

6. O fim da Sagrada Escritura é o amor de Deus e do próximo. Por isso, não compreende bem o texto sagrado aquele que, ao lê-lo, tira conclusões que vão de encontro a este duplo amor.

Louvados sejam os santíssimos Corações de Jesus e Maria.


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Fonte: Introdução à Bíblia Sagrada traduzida da vulgata e anotada pelo Padre Matos Soares, 1934. Com aprovação do Papa Pio XI. Com agradecimentos do então Cardeal Eugênio Pacelli, futuro Papa Pio XII.